“Às vezes, a única coisa verdadeira num jornal é a data”
Luís Fernando Veríssimo

sábado, 23 de abril de 2011

São Jorge, hoje é seu dia, 23 de abril



Eu andarei vestido e armado com as armas de São Jorge para que meus inimigos, tendo pés não me alcancem, tendo mãos não me peguem, tendo olhos não me vejam, e nem em pensamentos eles possam me fazer mal.
Armas de fogo o meu corpo não alcançarão, facas e lanças se quebrem sem o meu corpo tocar, cordas e correntes se arrebentem sem o meu corpo amarrar.
Jesus Cristo, me proteja e me defenda com o poder de sua santa e divina graça, Virgem de Nazaré, me cubra com o seu manto sagrado e divino, protegendo-me em todas as minhas dores e aflições, e Deus, com sua divina misericórdia e grande poder, seja meu defensor contra as maldades e perseguições dos meu inimigos.
Glorioso São Jorge, em nome de Deus, estenda-me o seu escudo e as suas poderosas armas, defendendo-me com a sua força e com a sua grandeza, e que debaixo das patas de seu fiel ginete meus inimigos fiquem humildes e submissos a vós.
Assim seja com o poder de Deus, de Jesus e da falange do Divino Espírito Santo.

quinta-feira, 21 de abril de 2011

Brasil: um povo que é mil

No Brasil, a partir de 1500, formou-se uma sociedade baseada no latifúndio, na escravidão e na dependência externa. Mas também foi nascendo um povo mestiço. Somos os nativos, primeiros donos da terra, também chamados de índios. Somos os europeus que impuseram, com suas armas e fortes interesses econômicos, a colonização e a exploração. Somos o povo negro, para cá deportado entre guilhões e dores, e que aqui plantou canaviais e cafezais, escavou minas, abriu estradas, ergueu cidades. Somos os imigrantes da Ásia e de todo mundo. Lembrar do Descobrimento do Brasil (dia 22 de abril) é, sobretudo, redescobrirmo-nos como eurotupis, afroguaranis, judárabes, criolouros... Um povo que, por natureza, repudia qualquer idéia de 'raça pura'.


Chico Alencar (RJ), autor de BR-500, Um Guia para a Redescoberta do Brasil.
Editora Vozes

sexta-feira, 15 de abril de 2011

Coisas da igreja católica


ANIMAIS NO ALTAR (172)
No nundo europeu e asiático, o abutre (o urubu pertence à família dos abutres) tem um belo simbolismo. Pensavam os antigos que o abutre fosse só fêmea e que seus ovos fossem fecundados pelo vento do Oriente. Por isso, já Orígenes (+254) viu no abutre um símbolo da virgindade de Maria, capaz de dar à luz sem a concorrência de homem. Este é o sentido, em pinturas de Natal ou da Anunciação, da presença de um abutre voando, sempre para o lado do Oriente. Foram muitos os Santos Padres (por exemplo, Ambrósio, Agostinho, Gregório Magno) que compararam Maria ao abutre. Santo Agostinho chama o próprio Cristo de Abutre e lembra que, assim como o abutre voa muito alto, também nós, "filhos do Abutre", devemos voar com ele nas alturas.
Frei Clarêncio Neotti, OFM
Vila Velha - ES
Meu comentário: Coisas da igreja que ajudaram emburrecer a humanidade.